O Sol e a Terra… outra vez, ainda e sempre?

Pelos vistos!

Quando, como resultado de uma pesquisa no Google, encontrei um chorrilho de disparates no sítio da Júnior (ver post de 12 de Abril – aqui ) a propósito das causas das estações do ano, entrei em contacto com os responsáveis pelo sítio – o que me deu direito a passar a receber a newsletter. Hoje voltei a procurar informação sobre as estações do ano na Júnior (as newsletter funcionam! O pessoal clica mesmo nas ligações e visita o sítio. Isso, a Júnior sabe e faz bem).

Imaginem a minha extrema alegria ao encontrar, disponível para os meus alunos, esta preciosidade da desinformação:

  • A Terra é como se fosse uma bola muito, muito grande que anda à volta do Sol. Demora um ano a dar uma volta inteira.
  • As estações do ano existem por causa da inclinação da Terra e pela volta que a Terra dá em torno do Sol. Nessa volta há alturas em que passa mais perto dele.
  • Sabias que as estações do ano não acontecem na mesma altura na Terra toda? Por exemplo, quando em Portugal é Verão, em Moçambique é Inverno.
  • Entre a estação mais quente e a mais fria há outras duas. A Primavera fica entre o Inverno e o Verão, e o Outono entre o Verão e o Inverno.
  • As diferenças no tempo entre as estações sentem-se mais nos sítios longe do meio da Terra.
  • Se dividirmos a Terra ao meio, ficamos com duas partes: a de cima e a de baixo.
    Essas metades chamam-se hemisférios e a linha que os divide chama-se Equador. Aí a temperatura é quase sempre a mesma todo o ano.

http://www.junior.te.pt/servlets/Jardim?P=Sabias&ID=398

Anda a Senhora Ministra a preocupar-se com a formação de professores. Anda o Nuno Crato a gastar-se em divulgação da Ciência! Reparem como é simples encontrar o meio da Terra! Reparem como é óbvio que uma esfera (em rotação) se divide ao meio pelo equador!

De facto, deve ser um pouco difícil, com a bola a girar, ou aos pulinhos como na imagem que apresentam, para divertir a canalha, cortá-la ao alto sem a parar. O que seria um desastre. E o que acontecerá às duas metades cortadas pela Júnior, uma vez anavalhadas? Ah! Claro, ficam presas pelo arame!

Será possível? Que fica a saber um aluno com isto, que não soubesse antes de aceder ao sítio? Que fica a saber um aluno, depois de aceder ao sítio? Obviamente, menos do que sabia!

E, ainda (e, pelos vistos, sempre), Júnior insiste em deixar a relação entre distância ao Sol e variação da temperatura!

Mantém-se a pergunta: uma leitura mais extensa do sítio da Júnior mostrará quantas asneiras? E, já agora, onde podemos encontrar informação adequada para orientarmos os nossos alunos para lá?

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