Precários

Discutiu-se, ontem, no Parlamento, mais uma vez, a questão da precaridade. Iniciativa do Bloco de Esquerda (ler aqui). É curioso que, tendo ouvido o número gigantesco, avançado pelo BE, num noticiário matinal da RDP – Antena 1, não fui capaz de, nos sítios de diversos jornais, encontrar esses dados. Porquê? Questão secundária, para aqui.

Há algumas semanas, na Região de Leiria, o senhor Professor Carlos André, figura respeitada em Leiria, resolvera não ser prudente e correr o risco de desagradar aos professores (ler aqui). Teve resposta rápida e variada, e a questão prolongou-se. A mim, o que me incomodou, nem foi a fraca desculpa para a descrição do seu percurso profissional e académico. Pareceu-me, isso sim, que a par com a prudência, o senhor professor teria mandado borda fora a decência, ao falar de precariedade como falou. Porque ninguém acredita que não perceba a gigantesca diferença entre a precariedade que descreve (e que poderia fazer sorrir) e a precariedade que, no mesmo jornal e noutra publicação associada, se descrevia abundantemente.

Lembrei-me de uma tira de Astérix, no álbum “A grande Travessia”. É que, uma vez borda fora, há coisas difíceis de recuperar. Ou talvez não.

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