Impressionante!
Matar saudades
19 19UTC Março 19UTC 2011Depois de uma
semana para esquecer, um pequeno serão em Santa Catarina da Serra, na escola. Uma sessão de observação astronómica, dinamizada pelo meu colega e amigo Fernando Martins, onde reencontrei dois fundadores da RNOA (Rede Nacional de Observação astronómica).
Rever amigos é sempre bom. Reencontrá-los com o mesmo esforço, a mesma dedicação, a mesma generosidade, é muito bom. Aquece a alma. E mata, mesmo, as saudades.
APELO À LUTA CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO
14 14UTC Março 14UTC 2011Não!
Definitivamente não alinho.
Independentemente do que pudesse pensar do acordo, há limites para aquilo que uma pessoa subscreve.
Chegou-me por correio electrónico. Transcrevo-o no fim deste texto.
1
“lol”. Nada melhor para garantir o amor pela língua pátria do que um bom “lol” aqui e ali. Fica bem, mostra modernidade. Pacóvio, mas moderno, o lolzinho. Bom começo!
2
O cavalheiro, ou senhora, conhece aquela parte da gramática escolar onde deveria ter estudado palavras com a mesma grafia e som diferente? A coisa tem nome e… existe! Espantoso! A cabala acordística, a conspiração acordeira vem de longe! Catástrofe!
Quererá dar uma vista de olhos na grafia anterior à que lhe foi ensinada? Era pior? Porquê? Sabe dizer? Então, que tal aproveitar para ler as reacções de gente respeitável – e em prosa muito melhor do que este seu manifesto – aquando da alteração introduzida?
3
Será certamente ignorância minha, mas eu nunca pronunciei o p em Egipto. Ou, se o fiz, não me lembro. Concordo que faz alguma confusão o p aparecer em egipcio e não em Egito.
6.
Desvantagens em manter a situação, a existir – e algumas foram avançadas, mas parece que, afinal, pelo seu texto, não existem… – seriam, claramente, nossas. Por razões que deveriam ser óbvias.
7.
“no range maior”
De facto, apetece ranger os dentes, perante tão patriótico fervor. porque, na sua magnífica sabedoria, no seu manifesto amor pela língua, o magnífico autor, ou magnífica autora, do brilhante manifesto, não encontra nada no dicionário que substitua o vocábulo range - que, à boa maneira lusitana, só podia ser macho!
Dá gosto ver portugueses levantarem-se em defesa da sua língua! É assim mesmo! Ficará Vossa Excelência para a posteridade, lado a lado, nos ranges do luso Olimpo, com tantos, esses doutos, que, já agora, poderá aproveitar para ler.
E, já agora, se um brasileiro não se rir de si perante esta sua pretensão de que aprendemos facilmente o português do Brasil, acredite-me, será por absoluta cortesia. Suponho que o conceito lhe possa ser estranho, pelo tom geral do texto.
8
Quais outras empresas?
9
Caberia na cabeça de alguém manter a grafia anterior ao acordo nos manuais escolares? A opção respeita quem aprendeu pela ortografia cessante.
10
O povo foi contra? O povo manifestou-se contra??
11
Que paralelismo pode encontrar, de uma forma minimamente honesta, entre qualquer língua ibérica e o Basco e duas variantes do português?
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Permita-me o sorriso: talvez os brasileiros escrevam ator por causa de attore (seria interessante vermos o papel do duplo tt). E, desta forma, afastamo-nos da generalidade das línguas europeias. Nós, descendentes dos romanos, pela língua, afastamo-nos por influência… dos italianos. Viva Roma! (Italianos, Itália, Roma, romanos, latim… está a ver o peso do seu argumento? Vai uma pizza?)
14
Um ponto, duas magníficas pérolas da argumentação:
a) “do resto das colónias” – magnífica e cuidada revisão de um manifesto que visa levantar as gentes. Ou é mesmo para ser lido tal e qual?
b) “Tenho amigos Angolanos” – o clássico argumento. Quantos não tiveram amigos homossexuais, há uns largos meses, por outro assunto…
Uma pessoa fica satisfeita ao ver que o mundo continua a girar!
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Portanto, os Brasileiros deveriam ter pedido autorização? E quando o Brasil manteve termos que deixámos cair a favor de estrangeirismos ou de modernismos? Ah! pois, os donos da línguasomos nós! Eles serão, apenas, os das colónias. Para todos os efeitos, nesta questão, serão os pretos. Uma pessoa esquece-se!
16
Aqui, atingimos o auge. A coisa vem de rajada. É preciso fôlego.
Em primeiro lugar, sabemos escrever actor em não sei quantas línguas, mas não sabemos de onde vem “enquete”. E, no entanto, vem de perto, de bastante perto! E não se nos sujam as mãos ao instalarmos software. Já o deletar soa mal – e aí estamos de acordo, a palavra é feia. A mim, soa tão mal como software, ou softwares, mas serão gostos…
Compreendo, contudo, e sofro consigo, ao pensar que se vê obrigado a usar programas informáticos (os tais softwares) em inglês. Mas porquê? Ele há-os em francês, espanhol, italiano, alemão… ou, perdoe-me a impertinência, o inglês é a única outra língua que pensa conhecer?
18
Considera o trema caído um mal menor? Porquê? Sabe qual a função dele? Sabe em que palavras ele já foi usado em português europeu e como a argumentação que usou largamente em pontos anteriores poderia servir para defender a sua reintrodução?
19
Perdoe-me o manifesto abuso, mas… e o termo pseudo-intelectual não poderá aplicar-se a quem escreve um manifesto desta maneira?
Na melhor das hipóteses, claro!
20
Esta, sim, é uma verdadeira proposta lusitana, português-suave, magnífica pela sua total inutilidade.
21
Estamos a falar de quê, concretamente? Basta-lhe especificar ou exemplificar melhor para ver a armadilha do seu argumento…
22
Mais um naco de prosa inefável, pela precisão, ausência de preconceitos, enfim, pela elevação que imprime a este seu manifesto desde a primeira linha!
Leio livros, jornais, páginas e páginas escritas por brasileiros, e poderia garantir – como se fosse necessário – que isso é falso. Tenha vergonha!
Se a luta contra o acordo é feita a este nível, espero bem que tenha o fim que merece: o rápido esquecimento. Livra!
Eis o manifesto, apelo, o que quiserem chamar-lhe:
São como eu CONTRA O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO???
SE SIM, fiquem a saber que EXISTE UMA FORMA DE TRAVAR O ACORDO e ainda podemos ir a tempo. Tudo é possível.
Só temos de fazer duas coisas: dar uma assinatura, e ESPALHAR PELOS AMIGOS. Quer em papel, quer reencaminhando este email. Espalhem por todos os que conheçam a ver se vamos a tempo.
Neste site têm tudo explicado, e links para o site do movimento:
www.PortuguesPt.com
Leiam o site, é rápido. Ele explica o que fazer. E tem links para o movimento. Está tudo escrito.
E POR FAVOR REENCAMINHEM ESTE EMAIL!!!
Mesmo que não assinem, ao menos REENCAMINHEM O EMAIL, porque o segundo que perdem com o forward, poderá ajudar a nossa língua.
A nossa Língua Materna Agradece!
…
Para quem acha que o Acordo é bom, ficam aqui algumas razões:
1. Este é apenas o 1º de outros acordos que se seguirão, diz-se até que este foi insignificante, se este prosseguir, os outros serão imparáveis. O que virá nos próximos? Se lá se fala “tu quer” (Gaúchos) ou “você quer” acho que iremos um dia falar igual. Entre outras coisas lol.
2. O “C” de Directo serve para algo. Para os Brasileiros é mudo porque eles acentuam todas as sílabas como os Espanhóis. Nós não, precisamos de ter o “C” para nos dizer que “directo” é lido como “diréto”, senão seria como coreto (“corêto”), cloreto (“clorêto”), luneta (“lunêta”), não dizemos “lunéta” nem “cloréto” nem “coréto” não é? Vamos ler “direto” como? “dirêto”? Enfim, o “C” serve para algo cá, no Brasil não, mas cá serve. Ou sem o “P” em Baptismo ficar “bâtismo” como “batida” já que é o “P” que abre a vogal? Será melhor em vez desta regra do “C” e “P” dizermos antes às crianças e estrangeiros que têm de decorar uma lista de centenas de palavras de excepção onde se deve ler “Á” sem ter o “P” ou “C”, etc, ou mais fácil ensinar a regra do “P” e “C”?
3. Vai ser bonito falarmos Egipto com o P e lermos Egito sem o P. E como as crianças aprendem o que é Egipto na escola e não em casa (não andamos a falar no Egipto a crianças de 3 ou 4 anos), irão aprender a falá-lo como “Egito” sem “P”, mesmo que os pais falem com “P” (eu falo o “P” em Egipto, por acaso). Prova de que a escrita alterará a fonética.
4. Vamos ensinar um Inglês como? Dizer-lhe «olhe, você aqui lê EGITO mas NESTE CASO específico, fale “EGIPTO” finja que existe lá um “P” imaginário, finja que é como o “EGYPT” do seu país, mas escreva só “EGITO” não tente perceber, o Português é assim! E olhe há egípcios, egiptólogos, tudo tem P mas no Egipto é EGITO, sem “C”!» – É isto que vamos dizer ao ensinar Português? Obrigá-los a decorar palavras de “excepção à regra”?
5. E que mal tem “pêlo” ter o acento? É mais bonito escrever: “agarrar o cão pelo pelo”?…
6. Não há qualquer desvantagem em em existir Português-PT e Português-BR, como há Inglês diferente em UK e USA (doughnut e donut), como com o Espanhol onde “coche” na Espanha será “carro” na América do Sul, etc. Cá só há desvantagens e custos com o Acordo. Seremos o único ex-colonizador a escrever e falar como a colónia (por algum motivo obscuro). Não nos entendemos assim? Só pouparíamos dinheiro e neurónios.
7. Peçam a um Brasileiro para dizer “Peniche” após a falarmos e verão a palavra que sai de lá ao nos tentarem imitar. Isto porque o Português-PT tem muito mais riqueza fonética e até linguística que o Português-BR. Aprendemos facilmente o Português-BR e eles não aprendem tão facilmente o Português-PT porque lhes falta essa prática no range maior de sons que a nossa língua contém, havendo até quem diga que somos os melhores a aprender línguas e sotaques no mundo devido à riqueza da nossa língua. Vamos aproximar-nos do Português-BR porquê?
8. Corretora Oanda, movimenta triliões, é a maior corretora cambial do mundo, traduziu os seus manuais para Português-PT. Isso mesmo, nada de Acordo, nada de Português-BR. Português-PT. Porque vamos nós andar a alterar o Português e mostrar-lhes que afinal fizeram a escolha errada? Entre muitas outras empresas.
9. Querem que os livros escolares de 2012/13 sejam já com o novo acordo. As crianças serão ensinadas neste primeiro passo a lerem e escreverem de forma diferente. Não é assim opcional a mudança como nos querem fazer querer. A mudança é obrigatória, é imposta nas escolas, já está nos media, etc. Não podemos escolher continuar como estamos porque daqui a uns anos será mesmo errado. Os Brasileiros cortam “C” e “P” e podem ler da mesma forma, nós não! Esqueçam a dupla grafia…
10. O que é que o povo mandou? Inquéritos em que umas 65% das pessoas rejeitaram o acordo, umas 30% não saberem o que é e o resto diz que sim? E que salvoerro umas 28 em 30 universidades e editoras consultadas disseram que não? Além de muitos linguistas? Porque é que é aprovado o acordo contra a vontade do próprio povo? Mesmo uma petição com 120.000 assinaturas foi apresentada a 50 deputados dos quais 49 faltaram e uma apareceu e ignorou. Para ir mesmo à Assembleia, só com uma ILC!
11. Os Portugueses devem estar mesmo no fundo. A falar do glorioso povo do passado e ninguém quer saber da língua. Os Espanhóis nunca aceitariam um acordo destes para os obrigar a falar como os Argentinos! Os Bascos, são apenas uns 100.000 ou 200.000 a falar Basco, nunca desistiram até ao fim e agora têm até a língua Basca como oficial no seu pequeno “país”. Só o Português é que deixa andar e desleixa a língua e deixa que outros façam o que querem dela…
12. Estamos nós a defender letras como “C” em Directo que realmente não são inúteis, têm a sua função, e lá fora há línguas que mantêm letras desnecessárias, como “Dupond” ou “Dupont” em Francês que nunca apagaram nem apagarão o T só porque não é lido!! Vamos apagar porquê? Somos burrinhos e é difícil para nós percebermos para que servem e por isso cortamos?
13. Há mais falantes nativos de Inglês mais Espanhol juntos (Espanhol mais ainda que Inglês), que passam de um bilião de nativos, e mais de 2 biliões de falantes não nativos das mesmas, do que os 200 milhões de Brasileiros. Estarmos a afastar a língua de 2 biliões de pessoas para ficarmos mais próximos do Brasil é disparate. Mais uma vez, para facilitar a vida aos Brasileiros, vamos dificultar a vida a quem quer aprender Português lá fora e tornar a língua inconcisa como visto acima. Vejam: “Actor” aqui, “Actor” no Latim, “Acteur” no Francês, “Actor” no Espanhol, “Actor” no Inglês, “Akteur” no Alemão, tudo com o “C” ou “K”, e depois vêm os Brasileiros com o seu novo: “Ator” (devem ser Influências dos milhões de Italianos que foram para o Brasil e falam “attore”). Algumas outras: Factor, Reactor, Sector, Protector, Selecção, Exacto, Baptismo, Excepção, Óptimo, Excepto, etc, “P”, “C”, etc. Estamos a fugir das origens, do mundo, para ir atrás dos Brasileiros. Quanto amor não?
14. Alguém quis saber do resto das colónias que não falam da mesma forma que os Brasileiros? Só o Brasil é que interessou ao Acordo (já que Portugal foi o que cedeu). Tenho amigos Angolanos que dizem falar como no Português-PT e não querem o Português-BR nem o Acordo e nem foram consultados! É só o Brasil o dono da língua?
15. O Galego-Português da Galiza, o da variante da AGLP, é mais parecido com o Português de Portugal neste momento que o próprio Português-BR. Os Brasileiros têm alterado a língua sem se preocupar com o resto do mundo, porque é que temos de ser nós a pagar pelos seus erros e prepotência?
16. ODEIO instalar um software e ver que vem tudo em Português do Acordo, e fóruns também, em que uma votação é uma “ENQUETE” (sei lá como foram inventar isto), em que um utilizador é um usuário, em que “apagar” é “DELETAR” (do “Delete” Inglês, por incrível que pareça nos seus dicionários), ou Printar, ou etc. Por vezes sou obrigado a utilizar softwares em Inglês para aguentar… Como haverá agora Português-PT e -BR ao gosto de cada um, se só existirá um “Português”? Eu quero sites e softwares que eu entenda e na minha língua e isso SÓ É POSSÍVEL mantendo o -PT e o -BR separados! Senão será tudo misturado para sempre! E depois lá vamos nós “enquetar” (votar) e coisas assim (enquetes = votações)…
17. A prova do ponto 16, é que o próprio Google Translator já só tem o “Português” e tudo o que escreverem ficará no Português-BR, e até “facto” que ainda não mudará já aparece lá como “fato”, é bom que nos habituemos pois será o que virá nos próximos acordos, bem como “oje”, “abitação”, etc.
18. No Brasil mesmo não sofrendo as alterações que temos, há milhões contra o acordo também por coisas tão insignificantes como o acabarem com o “trema”!!! Vejam na net!! E nós com alterações tão brutais, ainda estamos contentes e sem fazer nada!!!
19. Existirão sempre pseudo-intelectuais em todas as línguas que irão dar a vida pelo acordo (sem querer ofender ninguém), achando que é o ideal, e que salvará o país e que dará emprego ao país, e até que sem isto a lígua Portuguesa morre e haverá um “Brasileiro”. A variante Português-BR nunca poderia ser uma língua independente como “Brasileiro” só pelas alterações que fazem, não há esse perigo, teria de ser radicalmente mudada (nunca acontecerá) de propósito para o efeito. Não inventemos. A variante Português-BR nunca poderia ser considerada outra língua. E não deixem que pseudo-intelectuais nos tratem como burros só porque defendemos a língua. Tudo o que é chicos espertos e pessoal com manias irá para a defesa do acordo (existirão também pessoas decentes a defendê-lo é certo).
20. Nada impede que haja uma espécie de concordância mais simples em que digam apenas que incluímos palavras deles e nossas num dicionário universal mas SEM IMPOR regras a ninguém, e que no futuro cada um dos países só alterará a SUA PRÓPRIA variante com acordo dos outros, sem impingir aos outros essas mudanças, apenas para evitar que as mudanças no Brasil possam ir ainda mais longe e arruinar ainda mais o Português das restantes colónias. Nada impede isso.
21. Com o Português unido, qual ficará a bandeira oficial? Já vejo por todo o lado a bandeira do Brasil no Português, mas se tivesse Brasil para Português-BR e a Portuguesa para Português-PT, ainda era aceitável, apesar de sabermos que só há uma bandeira oficial que é a Portuguesa, mas é difícil impedir o patriotismo Brasileiro, mas com tudo unido, haverá a tendência das empresas para adoptarem a bandeira do país que tem mais população, o Brasil, mais valia termos variantes.
22. Cada vez que me lembro que lá já escrevem quase todos “mais” em vez de “mas” porque falam no fundo “mais” com o sotaque e eles têm a tendência de passar para a escrita a forma como falam, no futuro não será de admirar que nós sejamos em futuros acordos obrigados a escrever também: “eu fui lá MAIS não vi ninguém”, é que lá há a tendência do que se fala passar para a escrita com o tempo… “Presidenta” já está nos dicionários, só falta transformarem um dia o “Presidente” em “Presidento”, era só o que faltava… Já há muito tempo que o Brasil anda a adulterar a língua sem ninguém intervir, e agora ALTERAM A NOSSA!
23. EXISTEM FORMAS DE TRAVAR ESTE ACORDO! Petições ou clicarmos num LIKE no Facebook não fazem nada. Há uma ILC em movimento que será entregue em breve, prazo final para impedir esta desgraça. É chato porque temos de imprimir um miserável papel e enviá-lo, porque é para a Assembleia, mas quem é que diz ser contra e fica sem agir? Se 20 pessoas assinarem, fica a 2 cêntimos cada o envio dessas assinaturas por correio. É só colocar num marco de correio! Houve uma ILC antes, e entrou na Assembleia, e anulou uma lei de Arquitectura. As ILC’s podem ter esse poder. É uma forma do POVO LEGISLAR. Do povo criar leis, e acabar com leis. O Governo fez isto sem apoio de ninguém e nós podemos tentar fazer algo para corrigir. Quem é o Governo para legislar sobre a língua, ilegitimamente?
24. Há mil outras razões para dizer não ao acordo, mas… para quê? Estas não chegam?
25. Para terminar fica uma frase de Edmund Burke: “Tudo o que é necessário fazer para que o mal triunfe, é que os homens bons nada façam.” Neste caso, tudo o que é necessário fazer para que o Acordo triunfe, é que NÓS continuemos à sombra da bananeira, e deixar o tempo passar. Porque o Acordo foi aprovado e se ninguém lutar contra ele, ele já cá anda.
Se estas razões forem suficientes para vocês, então vamos agir. Basta uma assinatura e as instruções estão no site acima.
Nada é garantido à partida mas vamos-nos ficar sem dar luta?
Se não quiserem assinar, por favor enviem aos vossos contactos.
SOMOS PORTUGUESES E TEMOS DIREITO A MANTER A NOSSA LÍNGUA
O Pisa e o mito finlandês…
24 24UTC Setembro 24UTC 2008O senhor professor José Manuel Silva que, se a memória não me atraiçoa, foi um dos Directores Regionais de Educação do Centro nomeados por este governo, escreve um Telegrama bastante interessante na Região de Leiria da semana passada (ver aqui).
Termina com um desafio que transcrevo:
“Se os professores portugueses não são piores do que outros, adivinhe onde falha o sistema.“
Não resisto a uma adivinha! Vou tentar, então: será… na falta de vergonha?
11 contra 11
29 29UTC Junho 29UTC 2008O futebol são onze contra onze e, no final ganha… España!
Gostei do que vi!
O Sol e a Terra… outra vez, ainda e sempre?
26 26UTC Junho 26UTC 2008Pelos vistos!
Quando, como resultado de uma pesquisa no Google, encontrei um chorrilho de disparates no sítio da Júnior (ver post de 12 de Abril – aqui ) a propósito das causas das estações do ano, entrei em contacto com os responsáveis pelo sítio – o que me deu direito a passar a receber a newsletter. Hoje voltei a procurar informação sobre as estações do ano na Júnior (as newsletter funcionam! O pessoal clica mesmo nas ligações e visita o sítio. Isso, a Júnior sabe e faz bem).
Imaginem a minha extrema alegria ao encontrar, disponível para os meus alunos, esta preciosidade da desinformação:
- A Terra é como se fosse uma bola muito, muito grande que anda à volta do Sol. Demora um ano a dar uma volta inteira.
- As estações do ano existem por causa da inclinação da Terra e pela volta que a Terra dá em torno do Sol. Nessa volta há alturas em que passa mais perto dele.
- Sabias que as estações do ano não acontecem na mesma altura na Terra toda? Por exemplo, quando em Portugal é Verão, em Moçambique é Inverno.
- Entre a estação mais quente e a mais fria há outras duas. A Primavera fica entre o Inverno e o Verão, e o Outono entre o Verão e o Inverno.
- As diferenças no tempo entre as estações sentem-se mais nos sítios longe do meio da Terra.
- Se dividirmos a Terra ao meio, ficamos com duas partes: a de cima e a de baixo.
Essas metades chamam-se hemisférios e a linha que os divide chama-se Equador. Aí a temperatura é quase sempre a mesma todo o ano.
http://www.junior.te.pt/servlets/Jardim?P=Sabias&ID=398
Anda a Senhora Ministra a preocupar-se com a formação de professores. Anda o Nuno Crato a gastar-se em divulgação da Ciência! Reparem como é simples encontrar o meio da Terra! Reparem como é óbvio que uma esfera (em rotação) se divide ao meio pelo equador!
De facto, deve ser um pouco difícil, com a bola a girar, ou aos pulinhos como na imagem que apresentam, para divertir a canalha, cortá-la ao alto sem a parar. O que seria um desastre. E o que acontecerá às duas metades cortadas pela Júnior, uma vez anavalhadas? Ah! Claro, ficam presas pelo arame!
Será possível? Que fica a saber um aluno com isto, que não soubesse antes de aceder ao sítio? Que fica a saber um aluno, depois de aceder ao sítio? Obviamente, menos do que sabia!
E, ainda (e, pelos vistos, sempre), Júnior insiste em deixar a relação entre distância ao Sol e variação da temperatura!
Mantém-se a pergunta: uma leitura mais extensa do sítio da Júnior mostrará quantas asneiras? E, já agora, onde podemos encontrar informação adequada para orientarmos os nossos alunos para lá?
Exames e Nuno Crato
23 23UTC Junho 23UTC 2008O meu filho mais novo fez, hoje, o seu exame de Matemática do 12º ano.
Ao início do dia, voltei a ouvir a SPM alertar para a provável quebra de exigência nos exames de 12º a exemplo do que já acontecera com os exames do ensino básico.
Ao almoço, o meu filho confirmou-me que o exame era fácil. Sei que o jovem não terá, provavelmente, ainda, total consciência do papel que um professor exigente e competente, no 11º e 12º anos – ao contrário do que aconteceu no 10º ano – e o apoio extra-escola, o prepararam melhor para o exame. Mas há um argumento imbatível: na sua preparação, ele procurou resolver provas de anos anteriores e é peremptório: a prova deste ano era demasiado fácil. O que dá, neste aspecto, razão a Nuno Crato. Até aí, tudo bem. O problema é que este assunto não é uma questão entre NC e ME: ainda alguém acredita no Ministério da Educação?
A gargalhada tão falada há dias, perante mais uma profecia de Walter Lemos, a forma como foi recebida pela opnião pública (anestesiada, embora, pelo Euro 2008), mostra que não, ninguém já acredita no ME. E agora?
Como professor, mantenho muitas dúvidas acerca do caminho que prosseguimos. É que este parece ser mais um problema que nada tem a ver com construtivismo – e tenho visto tantos, ao longo da minha vida profissional!
Nota final: alguém se espanta que um professor fale de professores competentes ou não, exigentes ou não? Se me opus – e oponho, como cidadão e profissional – à política para a carreira docente, não é porque não reconheça diferenças, e grandes, entre o mérito de muitos docentes (comigo no molho, evidentemente). É pela forma como se fala em resolver isso, a forma como isso serve de pretexto para outras coisas que nada me parecem ter a ver com qualidade de ensino. Há muito tempo que não compreendo que nos espantemos ou indignemos pela manifestação, pelos pais, de críticas ao nosso trabalho: não o fazemos em relação a médicos, engenheiros, arquitectos? Não procuramos escolher os melhores profissionais quando está em jogo a nossa saúde? Não falamos alto e bom som contra o enfermeiro X, o médico Y, o funcionário Z? Sem sermos médicos, enfermeiros ou técnicos de outra coisa que… de ensinar.
Um último apontamento: o jovem em questão afirma que trabalhava muito mais no primeiro ciclo do que no segundo e terceiro, com algumas excepções – e é aqui, também, que Nuno Crato pesca e… neste aspecto, com alguma razão!
Tabuadas, preconceitos e leituras em diagonal
21 21UTC Abril 21UTC 2008Há muito que me parece indecente a forma como Nuno Crato, quando toca ao ensino e ao construtivismo, selecciona as citações que faz. A falta de tempo – e de pachorra – tem adiado uma enumeração de omissões cirúrgicas nas leituras que faz do que não lhe agrada. Eis que encontro, no que diz respeito às tabuadas, NO CURRÍCULO CONSTRUTIVISTA DO PRIMEIRO CICLO, um excelente artigo, publicado por um colega meu, que merece leitura atenta. A ler com calma e, já agora, a consultar os diferentes documentos, porque se aprende muito mais aqui do que em muitas conferências:
http://talkcorner.blogspot.com/2007/10/carta-aberta-ao-nuno-crato.html
Uf!
O Sol e a Terra: mais longe, mais perto…
12 12UTC Abril 12UTC 2008Se a órbita da Terra não é redonda, quando é que estamos mais perto – ou mais longe – do Sol?
A resposta é simples: em Dezembro, estamos mais perto; em Junho, mais longe.
Parece estranho, mas é assim. Não é a diferença entre a distância mínima e a distância máxima da Terra ao Sol que provoca as estações do ano – se fosse assim, os Invernos e Verões nos dois hemisférios seriam simultâneos – mas a variação do ângulo de incidência dos raios solares e do período diário de exposição ao Sol, provocadas pela inclinação do eixo da Terra. Pode comprovar este facto recorrendo à obra Introdução à Astronomia e às Observações Astronómicas, de Guilherme de Almeida e Máximo Ferreira, editado pela Plátano, Edições Técnicas.
Se consultarmos o site da Júnior, no entanto, encontramos a seguinte pérola:
No Inverno do Hemisfério Norte, a Terra está no ponto mais afastado do Sol e, por causa da inclinação da Terra, a sua luz e calor chegam mais directamente ao Hemisfério Sul, onde nessa altura é Verão.
Quando a Terra está muito próxima do Sol acontecem as estações intermédias: a Primavera e o Outono.
(Texto copiado em 12 de Abril de 2008, pelas 23 horas e 15 minutos)
Ora a Júnior é uma marca da Texto Editora, responsável por inúmeros manuais escolares.
Poderá, deverá, um professor, aconselhar os seus alunos a consultarem estas páginas quando fizerem as suas pesquisas? Responder-me-ão que não, pelo menos neste caso. E que poderão aconselhar outras, pois sítios destinados a crianças não faltam.
Fica aqui o desafio: para este assunto, quais?
(Voltei ao assunto em 26 de Junho de 2008, depois de ter lido o novo texto da Júnior…)
E agora?
12 12UTC Abril 12UTC 2008Ontem, à noitinha, vi e ouvi a senhora, com a sua expressão habitual, explicar que ceder à exigência sindical seria nivelar o processo por baixo e que o que “nós” queremos é “puxar” as menos boas – convenhamos: os covis onde essa ralé imunda se acoita – para um nível de excelência. Hoje, despertado como habitualmente pelo noticiário das sete horas, na RDP-Antena1, verifico que ouvi mal ou que, estúpido como sou, não percebi a senhora.
Sim, porque não passará pela minha cabeça a torpe ideia de que, afinal, as posições defendidas por essa encarnação do mal que insistia em “puxar” as boas para baixo, essas pérfidas pretensões, tinham alguma lógica, não eram apenas o acre e tóxico veneno do conservadorismo sindical-comunistóide.
Há, contudo, algumas outras ideias que teimam em passar por cá. Enquanto não desistir de pensar. Tento colocar-me no lugar do outro. É um bom exercício. Mas difícil, porque cada um é como é. Como me sentiria se tivesse de usar evasivas para tentar fugir à constatação de que cedi e cedi bastante, quando faço gala de não o fazer; quando assumo que: a) tenho sempre razão; b) os outros não querem é fazer nada… Não sei, é uma situação demasiado estranha para mim. Mas suspeito que sentiria vergonha. Se a tivesse. O que não é, evidentemente, garantido.
Quando esta gente chegou ao poder, há tempo demasiado, tinha a seu favor, para além de uma maioria absoluta, um enorme tempo sem pressões eleitorais para reformar o país. Aparentemente, fizeram mal os cálculos – tanto assessor, ninguém viu o óbvio? – e uma legislatura não chega. Afrontar meio mundo, humilhar as pessoas, para enfraquecer qualquer oposição, para prosseguir as reformas idealizadas, sem ouvir ninguém, afirmando, ou deixando afirmar, as maiores alarvidades, para desvalorizar qualquer crítica, qualquer alternativa, resultou até se verificar que o calendário não perdoa e que as eleições vinham aí, a galope. E o mais estúpido, incrivelmente estúpido, é que uma boa parte do apoio perdido – se não para sempre, por muito tempo! – poderia ter sido mantido. Se, em vez da boçalidade, da arrogância brutal, se tivesse gerido, de maneira inteligente, as divisões que, necessariamente e evidentemente, existiam e existem – nessa classe, como em qualquer classe profissional. E, já agora, custava muito trabalhar com prazos e calendários minimamente razoáveis? E mesmo, se não fosse pedir muito, racionais?
Pois é! Esquecia-me! Há sempre aquele Princípio de Peter!
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